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Angústia em Pequim

Porque não desfrutar o livro pela sua capa? Descobri que isso era possível aqui. Angústia em Pequim é o relato de uma vivência. Expatriada como leitora de português, Maria Ondina vê acentuar-se o caminho de uma depressão que não mais a deixará. É uma história de infância, que o passar dos anos vai refinando. A arte não foi uma cura, sim um sintoma.

Um mundo cão


«Aterrei em Pequim no Ano do Cão de 1982: um pobre rafeiro malhado de castanho e branco, cabisbaixo, olhos presos a uma carocha que se esgueira pela secura do chão. A saudade de avistar um cão, um gato, em Pequim! Nos bairros urbanos, o alti-falante a avisar de multas para quem tiver, cães, gatos criação. Daí os jovens pequineses nunca terem visto cães, e os que já os viram sentirem por eles nojo, se não medo». Chama-se Bichos esta crónica que Ondina Braga arquivou no seu livro Angústia em Pequim. Tenho-o na edição primitiva da Ulmeiro, de 1984 e na das Edições Rolim, de 1988, esta com o carimbo de verificação da tiragem, a anunciar um mundo de suspeitas, de aproveitamento, de autores a terem de se defender do mercado editorial e suas ordinarices. Um mundo cão.